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Roda do Ano: Conheça os 8 Sabbats do Calendário Pagão

Roda do ano e calendário pagão

O paganismo é um conjunto de crenças espirituais que remonta a tempos antigos e se baseia na veneração da natureza, dos elementos e dos ciclos da Terra. Mas, ao contrário das celebrações cristãs mais populares, como a Páscoa e o Natal, o paganismo possui seu próprio calendário de celebrações conhecido como a Roda do Ano.

Neste calendário, são celebrados os oito sabbats, que marcam as estações do ano e os eventos astronômicos cíclicos. Esses sabbats são rituais que conectam os praticantes do paganismo com a terra, o tempo e o universo de maneira profunda e significativa.

A seguir, você vai aprender mais sobre o que significa a Roda do Ano e os 8 sabbats. Confira!

Paganismo e sua origem

O paganismo é uma tradição espiritual que tem raízes profundas na antiguidade. Essa crença não é monolítica, mas sim um conjunto diversificado de sistemas de crenças e está enraizado na veneração da natureza, dos elementos e dos ciclos sazonais.

A palavra “paganismo” tem origem na palavra latina “paganus”, que significava originalmente “habitante rural” ou “camponês”. Com o tempo, o termo passou a ser associado às pessoas que não adotavam as novas religiões abraâmicas, como o cristianismo, o islamismo ou o judaísmo.

A concepção da Roda do Ano e dos sabbats, que são as celebrações sazonais do paganismo, provavelmente teve influência de Gerald Gardner, considerado o pai da Wicca moderna, nas décadas de 1950 e 1960.

Embora os pagãos modernos tenham muitas fontes históricas e culturais para suas práticas, o paganismo é uma espiritualidade em constante evolução, adaptando-se ao mundo contemporâneo.

O que é a Roda do Ano?

A Roda do Ano é um conceito central no paganismo e em muitas tradições espirituais que veneram a natureza. Ela representa um ciclo anual de celebrações e rituais que estão diretamente ligados às estações do ano, aos movimentos da Terra e à posição da Lua e do Sol.

Diferentemente do calendário gregoriano amplamente utilizado, a Roda do Ano não segue um sistema linear, mas sim um ciclo contínuo que reflete o fluxo da vida e da natureza. Cada sabbat marca uma mudança significativa no ambiente natural e tem suas próprias simbologias, mitos e práticas associadas.

Essa roda é uma representação da interconexão entre a espiritualidade e a natureza, uma maneira de honrar e celebrar a vida em todas as suas formas. Cada sabbat oferece uma oportunidade para refletir sobre a passagem do tempo, a renovação da Terra e as lições espirituais que podemos tirar de cada estação.

O que significa sabbats? 

Os sabbats são celebrações sagradas dentro do calendário pagão que marcam as diferentes estações do ano e os pontos importantes no ciclo solar e lunar.

Eles desempenham um papel fundamental na espiritualidade pagã, conectando os praticantes com a natureza, os elementos e o sagrado, sendo momentos de reflexão, rituais e celebração da vida e da harmonia com o mundo natural.

Essas celebrações estão intimamente ligadas aos ciclos da Terra e da Lua, assim como aos fenômenos astrológicos. Cada sabbat é uma oportunidade de honrar e reconectar-se com os aspectos da natureza e da espiritualidade que correspondem à estação ou ao momento do ano em que ocorre.

Eles podem envolver rituais, danças, música, meditação e a criação de altares dedicados aos deuses e deusas associados a cada sabbat específico.

Quais são os 8 sabbats do calendário pagão?

O calendário pagão é repleto de celebrações significativas, conhecidas como sabbats, que marcam os diversos momentos do ano e as mudanças nas estações. Estes 8 sabbats são divididos em dois grupos principais: os grandes sabbats e os menores sabbats, também chamados de equinócios e solstícios.

A seguir, veja os 8 sabbats do calendário pagão, com suas datas correspondentes no Hemisfério Sul:

1. Samhain (30 de abril)

O Samhain marca o início da Roda do Ano. Também conhecido como o “Festival dos Ancestrais” e cristianizado como Halloween, é um momento de meditação e conexão com os antepassados. Acredita-se que durante Samhain, o véu entre o mundo dos vivos e dos mortos fica mais fino.

2. Yule (21 e 22 de junho)

O Yule celebra o solstício de inverno. Durante este sabbat, a Criança do Sol renasce, os dias começam a ficar mais longos, e é um período de renovação e esperança, geralmente marcado por fogueiras e luzes.

3. Imbolc (1 de agosto)

O Imbolc marca a metade do caminho entre o solstício de inverno e o equinócio de primavera. É um momento de novos começos e crescimento individual, associado à purificação e à fertilização dos campos antes do plantio das sementes.

4. Ostara (22 a 24 de setembro)

O equinócio da primavera é celebrado durante o Ostara, quando o dia e a noite têm igual duração, simbolizando o renascimento da vida e o amor. É associado à deusa da fertilidade e é marcado por símbolos como flores, leite, lebres e ovos coloridos.

5. Beltane (31 de outubro)

Enquanto o Hemisfério Norte celebra o Halloween, no Hemisfério Sul ocorre o Beltane. Esse sabbat celebra o amor e a primeira floração da primavera, simbolizando a união das energias masculina e feminina, fertilidade e os fogos do deus celta Belenos.

6. Litha (21 e 22 de dezembro)

Enquanto o mundo se prepara para o Natal, no Hemisfério Sul é hora de comemorar o Litha, o solstício de verão, marcando o ápice do poder do Sol. Esse é um momento para materializar projetos e metas, colher ervas mágicas e celebrar a luz.

7. Lammas (1º ou 2 de fevereiro)

O Lammas, também chamado de Lughnasadh, é o Festival da Primeira Colheita. Este sabbat envolve a gratidão pela fertilidade da terra e a partilha do pão feito com os grãos colhidos.

8. Mabon (21 de março)

O Mabon marca o equinócio de outono, um tempo de equilíbrio e ação de graças pela colheita. Também é a fase anciã do Rei Sol, que se prepara para morrer no Samhain.

A Roda do Ano e os oito sabbats do calendário pagão representam uma poderosa celebração da conexão entre os seres humanos e a natureza, oferecendo oportunidades para reflexão espiritual, renovação pessoal e gratidão pela interconexão de todas as coisas na Terra. Independentemente das diferentes tradições dentro do paganismo, essas celebrações compartilhadas continuam a desempenhar um papel vital na vida espiritual dos praticantes.

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