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Expressão: uma arte de sentimentos

Muitas vezes deixamos de dizer ou expressar que queremos pois, quando falamos sobre o que estamos sentindo nos tornamos vulneráveis. Talvez essa seja uma das coisas mais difíceis de se alcançar dentro de um relacionamento, a vulnerabilidade. Além de precisar nos libertar da vergonha, é necessário conhecer um pouco sobre nós mesmo, e mais do que isso, aceitar quem se é.

Numa live com Otávio Leal e Armando Austregésilo eu ouvi uma frase que dizia:

“A gente precisa aceitar a verdade do outro se a gente deseja amá-lo”.

Por isso digo que precisamos aceitar a nossa verdade, também, se desejamos nos amar.

Expressão como forma de liberdade

Expressar ao outro o que se está sentindo pode ser uma forma de liberdade, mas quando isso acontece verdadeiramente, é comum nos sentimos expostos, com medo, com frio na barriga. No corpo, um desconforto que muito provavelmente vem do medo de ser julgado, de ser deixado, de ser visto como um bobo, egoísta, inseguro, e entre tantos outros rótulos que podemos receber.

Exercitando as expressões

Tivemos uma aula no curso de Psicoterapia e Sexualidade Plena em que o Otávio Leal nos propôs expor nossas vergonhas em relação ao sexo com um companheiro ou companheira. E posso dizer com certeza que esse exercício vai além de conhecer um ao outro ou de aumentar o nível de intimidade entre o casal. É também um exercício de autoconhecimento, auto aceitação, percepção e expressão. Não se trata de esperar uma resposta do outro, mas de expressar o que tem dentro de si.

“Expressar mesmo que não haja retorno, sem esperar nada em troca. Expressar para se libertar”.

Essa é uma frase que fez muito sentido quando o Otávio falou em aula, foi engraçado, e na verdade ainda é. Cada vez que eu quero dizer algo à alguém e não digo ou fico pensando se devo dizer.

O universo me traz uma resposta, seja por meio da internet com um post escrito algo como “expresse sem esperar nada do outro”. Ou então através de uma live ou até mesmo quando decido escrever uma carta para a outra pessoa e percebo que na realidade ela é para mim. Nesse último caso, percebo que devo me expressar sim, mas nem sempre é só para o outro.

Para quem devemos nos expressar?

Precisamos nos expressar para todos aqueles que amamos, incluindo nós mesmos. Podemos olhar para um espelho e dizer o que queremos, pegar um papel, um lápis ou uma caneta e contar para nós o que estamos sentindo.

Minha ideia era começar falando sobre o Terceiro Nível de Amor e Sexualidade dentro de uma relação. O nível de vulnerabilidade, exposição, aquele em que honramos a nossa sexualidade, os nossos corpos, as pessoas que amamos e os nossos ritmos, tiramos nossas máscaras e nos mostramos um ao outro, e tenho a impressão que acabei falando mais sobre o olhar para si mesmo. 

Acredito que esse seja um dos sintomas de participar das aulas desse curso, pensar bastante sobre si, sobre o que queremos expressar, sobre quem somos, o que fazemos e como nos relacionamos. Afinal, que tipo de terapeuta nós queremos ser? Eu gosto da forma como o Otávio nos prepara para sermos terapeutas fora do comum, sensíveis, cheios de vida e que acreditam em si mesmos. Terapeutas que antes de trabalhar no outro, trabalham em si.

Nós temos um espaço interno que ninguém além de nós pode conhecer, e não se trata de segredo, mas de essência. Por isso é tão importante saber quem nós somos, nos aceitando e nos alinhando a vida, com flexibilidade para fluir com o que está ao redor.

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Sobre a autora

Escrito por: Gangaji Heera Agni Nath (Carolina Moll)

Amante da observação

carolina moll

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